Eu sou uma pessoa de sorte com certeza porque um dia tive a honra de conhecer e almoçar com uma pessoa que é hoje uma das maiores fãs do meu trabalho: Ana Paula Brasil ! O que nos uniu? Chocolaaaate !!!! Sim ela é uma jornalista mas é chocóolatra de bons chocolates. Exigente nos sabores, observadora de notas de cacau e tudo mais que o chocolate pode nos despertar. Marcamos um almoço, nos conhecemos ali mesmo e hoje é pura alegria quando estamos juntas.
Todos nós já sabemos que brigadeiro é um docinho 100% brasileiro e que todo mundo faz ele em casa, cada um tem seu segredinho, suas dicas e que nos remete ao sabor de infância. Mas foi com muito orgulho que recebi essa declaração de amor ao nosso BRIGADEIRO 100% CACAU ( meu Negão) porque ele é o queridinho da Ana Paula Brasil !Sim ela tem um livro que foi escrito junto com outro jornalista super bacana o André Modenesi que vale vocês lerem porque eles falam tudo de chocolate, cacau e tudo que essa delícia pode nos despertar !
A História do Brigadeiro e de como eu fiz as pazes com este docinho
É do Brasil! A mistura de leite condensado com chocolate em pó é uma invenção brasileira. A receita varia um pouco: pode levar manteiga, gemas e até algumas bebidas alcóolicas, como o conhaque. Em geral, é moldado no formato de bolinhas e polvilhado com açúcar ou chocolate granulado. Mais recentemente ganhou ares artísticos e requintados nas boutiques que vendem exclusivamente nosso doce com patente militar. O docinho ficou conhecido nos anos 40, durante a campanha à Presidência da República do brigadeiro Eduardo Gomes. Nas festas para arrecadar fundos para a candidatura, o doce era sempre servido; diziam que era o favorito do candidato. “Vote no Brigadeiro que é bonito e é solteiro” – era um de seus slogans. Ele não levou a presidência, mas deixou seu nome no docinho que reina absoluto em todas as ocasiões: de festas infantis a grandes e requintados banquetes.
Essas e outras histórias sobre o chocolate e as sobremesas feitas com ele estão no livro “Chocolate, por que gostamos tanto?”, que escrevi com o também jornalista André Modenesi.
Eu sempre gostei muito de brigadeiro, mas, depois que iniciei a pesquisa para o livro, provei chocolates tão maravilhos, que passei a não dar bola para o docinho, preferindo guardar minha cota de calorias para gastar com as barras de chocolate com maior percentual de cacau.
Um dia, almoçando com a Beth, comentei isso e contei também que estava subindo meu percentual de preferência. Gosto muito dos chocolates que tenham entre 50% e 75% de cacau na fórmula. No máximo chego ao 85%. E disse que havia provado o chocolate 100% cacau, mas não havia gostado.
“Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, então você precisa provar o brigadeiro 100% cacau! O uso perfeito para esse chocolate é na sobremesa e, no brigadeiro, imagine a mistura do extremo doce do leite condensado com o extremo amargo de um bom chocolate”.
Claro que imaginei. Claro que não pensei em outra coisa. Claro que fui à loja no dia seguinte provar.
Foi o meu reencontro com o mais brasileiro dos docinhos. Ele está lá na vitrine com o nome de cacau 100%, bem pretinho, lindo, com o granulado também amargo. Mas a Beth e as vendedoras só chamam ele de “negão” – um aumentantivo carinhoso e cheio de personalidade. “Lá vem o negão, cheio de paixão…” E ele é muito disputado! Tem que ligar e reservar. Se quiser muitos, você vai ter que encomendar. As vezes, passo correndo, e, de longe, faço sinal para Adriana e Jeissica guardarem pra mim! Elas dão um sorrizinho discreto e já reservam o meu. Eu gosto tanto do “negão” que tenho até ciúmes quando vejo alguém enchendo a boca com o pretinho! Para me acalmar, Beth diz que eu sou a “rainha do negão”. Tá bom, Beth, tá bom… já que eu tenho que dividir a iguaria com outros gulosos, aceito o título de nobreza como compensação.
Ana Paula Brasil









